1.4.09

Segunda-feira foi um daqueles dias...

Pois, já há muito que não sabia o que era um dia tão atarefado. Ufa!

A manhã começou com uma ida ao tribunal e dar de caras com as fuças de um antigo patrão, que não soube (e parece não querer) cumprir as suas obrigações de empregador, ou seja, despediu-me - foi em comum acordo - e não me pagou os dois últimos meses que lá trabalhei, mais restantes direitos...

Depois de menos de quinze minutos em reunião com o juiz, decidi ir até a casa da minha velhota, que nos últimos dias - para não variar muito nas feições - está mais uma vez chateada comigo - começo a pensar que realmente sou eu que tenho que mudar... Fui visitar os meus canitos (o meu Pintas está cada vez pior... ) e ela não estava em casa. Alívio!

Bem, passado meia hora lá chegou da sua caminhada. Tensão. Muita tensão. Eu tentava aliviar a tensão, ela não fez muito esforço para isso. Depois de uma piada metida, sem resultados, explodi (que já é bem habitual...). Disse-lhe tudo o que estava engasgado dos dias anteriores (são coisas típicas de mãe-filha) e disse-lhe que ia embora. Reacção dela? Quase nula, a não ser que estava a preparar o almoço para nós as duas. Perguntou-me? Disse-me que queria que eu almoçasse com ela? Rrrrrrrrrrrrrrrrrr.... Depois de mais uns minutos em troca de palavras mais azedas, vim-me embora e fui até à paragem da camioneta para ir para minha casa. Passaram-se cinco minutos. Passaram-se dez minutos e eu ainda na paragem. Que desespero! O meu telemóvel toca. Qual não é a minha surpresa? A minha querida mãe, continuando com a sua disposição magnífica, agora acompanhada com um pouco de culpa. Exigi-lhe que pelo menos sorrisse para mim quando regressasse a casa dela. Sim, acabei por ir almoçar com ela e até nem correu mal.

 

Bem, depois disto, finalmente apanhei a camioneta até minha casa, fui até à net tentar descobrir qual era o autocarro para Lordelo, porque não percebo nada disto... Toca a apanhar o metro até à Boavista e depois apanhei o 200. Lá cheguei pontualíssima aos testes psicotécnicos para uma empresa de construções. Estive lá hora e meia entre exercícios estupidificantes e outros ligeiramente mais interessantes...

No fim, olhei o relógio. Estava em cima da hora para ir ao cabeleireiro. Dependia se o autocarro demorasse muito a vir ou não...

Cheguei em cima do acontecimento´, quase às sete horas, estando as duas senhoras a preparar-se para fechar o estabelecimento. Fiz a minha cara de menininha - que não é muito dificil - e elas fizeram um esforço para me atenderam. Até me secaram o cabelo ao mesmo tempo, uma de um lado e a outra do lado. Uma imagem surreal, mas fechei os olhos e imaginei que estava a receber uma mensagem que bem preciso, para sacudir a tensão de não fazer a ponta de um xaveco todos os dias e limitar-me simplesmente a ser dona-de-casa... Não era definitivamente este o meu sonho de vida...

 

Bem, depois lá apanhei o metro de volta a casa, passando aí pelo supermercado para fazer umas compras de última hora e depois ir fazer o jantar para o maridão, que estava a chegar de mais um dia de trabalho...

 

Ufa, foi bem cansativa esta segunda-feira!

 

link do postescrito por anid, às 11:46  opina à-vontade


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